top of page

Festa do Colono, a homenagem ao homem do campo que tomou forma



Ao falar da Festa do Colono, cabe sempre ressaltar o pioneirismo promovido por integrantes da Emater local, comunidades da Salvador Jardim, Nova Esperança, Trigolândia, Emanuel, e outros assentamentos, além do poder público. As primeiras reuniões ocorreram em 1994, motivadas em homenagear os 70 anos da colonização alemã.


Em uma entrevista de época, o saudoso Luis Mário Barbosa, que naquele tempo ocupava o cargo de secretário de educação no município narrou os acontecimentos vividos por seus companheiros naqueles dias onde tudo na cidade andava bem diferente dos dias atuais. “Começamos a trabalhar bem antes da primeira edição, a partir das opiniões que colhemos. Buscamos fazer uma festa onde os colonos pudessem mostrar a produção e que toda a comunidade pudesse prestigiar junto com atrações artísticas”, relatou.



O intercambio proposto da festa entre o campo e a cidade estava selada. Os costumes em apresentar o produto do homem do campo no intuito de valorizar sua produção estava posto: a vaca leiteira, leite, manteiga (fato que nos primórdios os camponeses não tinham como armazenar o leite), hortifrutigranjeiro, pães, bolos, cucas, doces em caldas, quindins, queijos, compotas, biscoitos, desfile de máquinas entre outros produtos coloniais.


A festa tomou corpo e surgiram aspirações para seu crescimento. Como resultado o Clube Concórdia ficou pequeno para o tamanho do sonho que os organizadores pioneiros tinham dado início. Desta feita, a mudança do Clube para o Ginásio Municipal levou consigo o modo dos descendentes dos colonizadores, dos assentados para firmarem compromisso com a cidade. Foram surgindo estandes, expositores de produtos coloniais, artesanais, industrial, comércio e serviço. Seguindo a tradição dos produtos coloniais de qualidade feitos por gente da terra. As atrações artísticas se completaram com entretenimento e grandes shows e bailes.


É fato relevante que do Clube Concórdia até a XXII Festa do Colono muitas foram às variáveis. Contam os mais velhos que ocorreu momento onde a festa focou mais para o setor agrícola, já, outras edições, contou com mostras de gado de corte e leite em concurso premiando os maiores produtores de gado leiteiro. As amostras de produtos coloniais já fazem parte do evento há 19 anos e a de artesanato 16 anos. Em 2010 Gisele Raddatz (Rainha), Melissa Langer (1ª Princesa) e Dauana Pereira (2ª Princesa), foram às primeiras Soberanas escolhidas naquele ano pela Comissão Organizadora da festa, que foi sendo aperfeiçoada até ser também acontecimento que culmina com baile de escolha das Soberanas da festa, porém a incumbência é a mesma: divulgar o símbolo de acolhimento aos visitantes, com seus sorrisos, simpatias, delicadezas, belezas, comunicação e conhecimento básico sobre o município.

Nesta edição, conforme seu coordenador Marco Igor Ballejo Canto o eixo central é resgatar a festa que tem por essência reverenciar a tradição e a cultura dos colonizadores e do homem do campo, sem perder uma de suas virtudes adquiridas pelo decorrer de cada uma das edições “Acolher o público urbano, sem com isso perder o propósito em valorizar a figura do colono”, concluiu.


 
Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
resize_1386963094.jpg
bottom of page