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TRABALHO INFANTIL O combate ao Trabalho Infantil foi tema de debate em Bagé

No dia 12 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Com o intuito de alertar sobre a realidade dessa prática, a Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos do Idoso (Smasi), através da Coordenação de Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), realizou nesta terça-feira (12), na sede do Centro, uma roda de conversa sobre conscientização à cerca do tema com as famílias atendidas pelo Creas.

A equipe especializada do Centro oferece serviços continuados às famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, como violência física, psicológica, cumprimento de medidas socioeducativas, entre outros. Para a coordenadora de Proteção Social Especial, Lisandra Lucas, encontros para abordar temas tão relevantes como esse são de suma importância, já que muitas crianças em idade escolar estão deixando de usufruir seus direitos à educação, à saúde e ao lazer, muitas vezes comprometendo os mesmos e o futuro dessas crianças. “Precisamos fazer com que os responsáveis entendam que o lugar de criança e na escola, se preparando para um futuro melhor com a finalidade de construir uma nova oportunidade de vida”. Afirmou.

Os profissionais do Creas convidaram para essa ação o grupo de mães, e entre elas estava Denise Silva Alves, de 25 anos que relatou ter passado pela situação de exploração infantil. “ Fui criada pela minha avó materna, que era doméstica, quando eu tinha 10 anos, ela adoeceu e ficou hospitalizada, então a patroa dela me fez trabalhar pesado, ou então não pagaria o salário da minha avó. Precisei dar duro para não passarmos trabalho”. Falou

A psicóloga do Creas e responsável pelo grupo de acolhida, Cristina Delduca, comentou: “a principal arma contra o trabalho infantil é a intensa sensibilização civil contra a exploração das crianças e adolescentes, que constitui uma grave violação aos direitos humanos fundamentais”.

Na oportunidade, entre os debates esclarecedores, foi exibido aos presentes um vídeo alusivo ao tema. Cristina também deixou claro durante a conversa, que há diferença entre trabalho infantil e atividades produtivas que contribuem nas tarefas de casa, dizendo que arrumar a própria cama e lavar a louça não traz nenhum prejuízo às crianças.

No Brasil

No nosso país, diversas campanhas e programas que visam erradicar o trabalho infantil são divulgados nesta data, seja através do Ministério do Trabalho ou de outros órgãos da sociedade civil.

De acordo com dados da UNICEF, estima-se que aproximadamente três milhões de crianças trabalhem nas mais diversas atividades como venda de produto em semáforos, serviços domésticos e no campo. Dados do IBGE de 2015 revelam que 80 mil crianças de 5 a 9 anos trabalhavam no país, um dado alarmante.

Onde denunciar?

Muitas pessoas podem ter presenciado um caso de trabalho infantil ou possui dados sobre empresas e empregadores que pratiquem este tipo de crime, porém não sabem exatamente quais os órgãos podem recorrer para realizar a denúncia, que pode ser efetuada através do disque 100 ou ainda através de alguns órgãos que aceitam denúncias: Ministério do Trabalho; Conselho Tutelar e Juizados da Infância e do adolescente.


Foto SMasi Ação Centro: Crédito: Aline Sabedra


 
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