Bagé: Funpas em pauta
O Fundo de Pensão e Aposentadoria do Servidor (Funpas), tem gerado muitas observâncias por parte da categoria e dos agentes públicos da cidade de Bagé. Tanto que não foram poucas as manifestações feitas em redes sociais e pela imprensa para que explicações fossem dadas a respeito do Fundo.
Na sessão especial, realizada, na Câmara de vereadores da quinta-feira (19) o presidente Sandro Padilha, compareceu conforme fora solicitado e dentro de uma manifestação ora subjetiva, com outros momentos onde apontou da complexidade real que vive o Funpas, Para ele, a situação difícil vivida já vem de alguns anos e se deu por decisões tomadas anteriormente, sem avaliar os impactos que iam ser gerados, feitas pelo Legislativo e Executivo. Quando perguntado pelo vereador Lelinho Lopes (PT) sobre se funcionários, aposentados e comunidade em geral deviam se preocupar, após um breve suspense foi direto em responder, “Devemos nos preocupar e muito!”, enfatizou, mas foi constante em ficar procurando palavras para não infringir normas da Casa como servidor público que é. Assim, nomes e fatos concretos geradores da crise não foram tocados.
Como presidente desde o ano passado, apresentou números e respondeu que tomou medidas de contenção de gastos, mas sem impacto necessário frente ao quadro deficitário. Em junho de 2017, o Funpas tinha R$ 57 milhões aplicados em fundos - cerca de R$ 37 milhões em fundos de resgate de longo prazo e, aproximadamente, R$ 20 milhões em fundos de resgate de curto prazo. O saldo atual é de R$ 37 milhões, dados que não foram contestados.
Para entender a folha do Funpas representa cerca de R$ 4 milhões mensais. Ocorre que as contribuições e os rendimentos são inferiores de R$ 3,6 milhões. Outro fato que chamou a atenção é da existência de 16 parcelamentos ativos, dados relatados por Padilha.
O encontro pode ser respondido como tenha sido esclarecedor quanto o resultado de como se encontra o Funpas hoje, mas as causas, os efeitos e como lidar para superar o verdadeiro drama econômico ficou longe em findar a preocupação. Tanto que foi especulado como alternativa para aprofundar o debate para o Funpas a criação de uma comissão especial pluripartidária. Que em tese através do colegiado formado pela Câmara, os vereadores teriam atuação direta nas discussões de propostas.
O presidente do Sindicato dos Municipários (Simba), Clodoaldo Fagundes, falou com a reportagem do jornal Gente. Veja o vídeo.