Caps I é referência no atendimento à criança e adolescentes com transtorno mental
Regido pela portaria 3088 de dezembro de 2011, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps I), atende cerca de 340 jovens, de zero a 18 anos, ao mês. O local é referência no atendimento à crianças com transtorno mental grave, severo e persistente, bem como aos que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas, álcool e drogas. Para a coordenadora do centro, Aline Farias, o local é um espaço de porta aberta, busca espontânea ou encaminhamento da rede em geral. “Trabalhamos com atendimento humanizado através do acolhimento e escuta terapêutica, onde se identifica quais as necessidades da criança, familiares e responsáveis. O foco é a abordagem psicossocial, onde sai de cena a abordagem o ambulatorial, dando ênfase a uma visão mais ampla do sujeito em seu contexto familiar e social”, comenta Aline.
O espaço tornou-se referência por possuir todos os profissionais exigidos através da portaria, além de desenvolver um trabalho em conjunto com os demais centros de saúde mental da cidade. “Realizamos atendimentos individuais, com grupos terapêuticos e grupos de familiares, onde contamos com todos os profissionais referidos na portaria, psicólogos, médico especialista em saúde mental, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, nutricionista, enfermeiro, técnico em enfermagem, assistente social, fonoaudiólogo”, informa a coordenadora.
Atendimento neurológico
Buscando incluir o atendimento neurológico aos assistidos pelo Caps I, no início do ano passado a Secretaria de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência realizou a contratação de um neuropediatra, porém o profissional responsável pelo atendimento, informou nesta semana que não seria possível dar continuidade ao trabalho. De acordo com o secretário de saúde Mário Mena, a pasta busca alternativas para sanar a ausência do profissional. “Esta especialidade nunca foi disponibilizada para os usuários até esta gestão. Inovamos, buscando melhorar o atendimento no centro. Infelizmente o único neuropediatra que atende a região não possui mais disponibilidade, porém o município possui interesse na contratação do profissional”, ressalta.
O secretário afirma que nos próximos dias deve se reunir com os dois profissionais neurologistas, e com a coordenação do Caps I, para que seja avaliada a possibilidade de abrir uma agenda para o atendimento infantil. “Esta, não diferente de outras especialidades, não são disponibilizadas pelo município devido à ausência de interesse do profissional, o município tem buscado incessantemente sanar essas questões e é muito importante a participação da população nesse processo”, conclui Mena.