top of page

Sindicato emite nota de esclarecimento sobre a interdição do marfrig bagé


Nesta terça-feira (30), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região se manifestou através de nota publicada em seu site oficial sobre a interdição do frigorífico na atuação da força-tarefa do Ministério Público do Trabalho (MPT-RS) e Ministério do Trabalho (MT). Desde o dia 19 de outubro a planta frigorífica de Bagé teve máquinas, setores e serviços interditados.

Conforme o documento existe muitos questionamentos por parte da categoria e “uma série de fatos que estão sendo levados às redes sociais culpando o Sindicato pela ação, gerando dúvida e intranquilidade junto aos trabalhadores”, diz em seu corpo inicial o texto.


E motivados por isso elencaram oito pontos que colocamos abaixo na integra:

1) Se o Marfrig está interditado é por única e exclusiva falta de atenção da empresa no atendimento a um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) referente ao ano de 2016. O Marfrig assinou esse documento junto ao Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho, comprometendo-se a realizar melhorias. É bom lembrar que, àquela época, a interdição ocorreu devido a falhas no atendimento à segurança e saúde do trabalhador.

2) O Sindicato não é parte ativa nesta interdição. A entidade foi convidada para acompanhar os trabalhos para verificar se os itens estabelecidos no TAC em 2016 haviam sido cumpridos.

3) Lamentavelmente, pessoas sem o mínimo conhecimento das condições de trabalho em frigoríficos ou mal-intencionados e cujo caráter se torna duvidoso, comentam em redes sociais que a “culpa” pela interdição é do sindicato. Os cidadãos, mal informados, não sabem que o Sindicato não tem poder nem autorização para interditar absolutamente nada dentro da planta frigorífica. Quem o faz, legitimado pela lei, é o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Portanto, a afirmação de que o Sindicato é o responsável pela suspensão das atividades, provisoriamente, no Marfrig/Bagé tem nome: MENTIRA!

4) Para informar aos mal informados (perdoem, mas a redundância é necessária), cabe salientar que, segundo estatísticas da Previdência Social, os trabalhadores de frigoríficos estão entre os que mais sofrem afastamento do ambiente de trabalho por lesões decorridas... no ambiente de trabalho! Ou seja, o motivo pelo qual a força-tarefa atua. E que vai continuar atuando, segundo informações, para atender ao cronograma de ações já realizadas e ainda a realizar. Essa atuação da força-tarefa não abrange apenas o Marfrig, mas os demais abatedouros e plantas frigoríficas.

5) Ficamos estarrecidos ao saber que políticos, alguns em exercício de mandato, por defenderem seus princípios ideológicos e não a realidade dos fatos, manifestaram-se contra o Sindicato. Talvez pudessem deixar a arrogância e a prepotência de lado e verificar os laudos emitidos pelo Ministério do Trabalho. Daí a opinião não seria tão risível, à beira da infantilidade. Afinal, crianças é que falam coisas que não sabem para chamar atenção – e inventam até amigos e inimigos imaginários.

6) É necessário explicar algo fundamental para a sociedade. O trabalhador em frigoríficos atua suportando temperaturas de até 25 graus abaixo de zero nas câmaras frias. Ao trocarem de ambiente, sofrem de grande amplitude térmica, passando para a temperatura ambiente, muitas vezes superior a 30 graus. Trabalham com facas, no abate e desossa. Levantam peso muito além da capacidade ergométrica suportada pelo corpo. Já foram realizadas duas pesquisas neste sentido – TEIAS (Tecendo Estratégias Integradas em Ações de Saúde, efetuado em 2015 ) e ALERTA (Atenção às Lesões por Esforço Repetitivo dos Trabalhadores da Alimentação, realizado em 2010). As pesquisas foram publicadas, divulgadas à exaustão e ainda serviram para elaboração da Norma Regulamentadora 36, que dispõe sobre o trabalho em frigoríficos. Como a empresa pode alegar desconhecimento do tema?

7) O que nos parece INADMISSÍVEL é que, sabendo de todos esses detalhes, ainda existem trabalhadores que critiquem o Sindicato. O MPT-RS e o MT cumpriram com suas funções e executaram seu trabalho. Se alguém não fez sua parte, repetimos, é a empresa.

8) Para encerrarmos, vale destacar que, recentemente, o país passou por um processo eleitoral onde há dúvidas sobre o futuro da classe trabalhadora. Entre as principais plataformas eleitorais dos vencedores está o combate à corrupção, a seriedade e a importância do trabalho bem feito em todos os níveis e esferas, públicas ou privadas. É imprescindível que o local de trabalho seja levado a sério por governos, por empresários, por trabalhadores, pelos órgãos de fiscalização, pelos sindicatos. Esse é um bom começo para fazermos uma sociedade melhor.


 
Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
resize_1386963094.jpg
bottom of page