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O ano de 2019 começa com indefinições na área da saúde em Bagé


No último dia útil de 2018, em meio a uma dívida de mais de R$ 6 milhões que o Governo do Estado não repassa ao município de Bagé há mais de sete meses, o prefeito Divaldo Lara realizou o pagamento dos salários dos servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA-24h) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Fechando assim, aos profissionais um período difícil, mas não o suficiente para lhes dar certezas e estabilidade, já que isso depende das ações do governo de Eduardo Leite.


A Rainha da Fronteira é citada por ser o referencial de saúde de toda a Região da Campanha e ela ficando resfriada, gripa todo o sistema das cidades circunvizinhas.


Na oportunidade o chefe do executivo bageense falou sobre a atual conjuntura econômica do município, onde, conforme ele, devido a falta dos recursos estaduais, os funcionários dos serviços das unidades de emergência estavam com os vencimentos em atraso desde outubro. "Agradecemos a compreensão e dedicação dos profissionais que mesmo com seus salários em atraso, não deixaram de atender a comunidade, que poderia ser muito prejudicada pela falta de atendimento", salientou.


De acordo com Lara, que não poupou críticas à administrações anteriores, foram pagos cerca de R$ 1,2 milhão referente a folha de pagamento em atraso. "Assumimos a prefeitura muito desorganizada, com dívidas e precatórios. Na saúde, uma frota prejudicada, carros sem condições de uso. Desde então, estamos trabalhando para colocar a casa em ordem, sendo que uma das nossas primeiras ações foi a renovação dos automóveis e disponibilizar aos pacientes que realizam tratamento fora de domicílio, em Porto Alegre, a Casa de Hospedagem", pontuou.

Divaldo ainda destacou que a gestão não mede esforços para que os bageenses tenham um atendimento de qualidade e humanizado.


O secretário de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Mário Mena Kalil, também se pronunciou sobre o assunto, ressaltando que mesmo com o atraso dos repasses, o município não deixou de atender a população. "Bagé continuou oferecendo todos os serviços de urgência e emergência, embora essa falta de recursos que afetou diretamente os cofres públicos. Graças a esta articulação do prefeito, conseguimos honrar com pagamentos desta classe de profissionais tão importantes, que realizam um grandioso serviço a comunidade", concluiu, mas ao não ser tocado se já ocorrem ou não, conversas com o governo do Estado, se ficou em aberto se vai ocorrer regularização daqui para frente de salários ou vai depender mesmo da regularização dos valores não repassados pela esfera estadual.

Créditos: Divulgação


 
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