EDITORIAL. Como não ficar preocupado
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Crédito: imagem captada na web
Existe uma máxima de que "a corda sempre arrebenta na parte mais fraca". No caso do Rio Grande do Sul a situação econômica do Executivo é dramática. E por ser tão delicada quando é visto tanta ênfase governamental em apresentar os números nesta sexta-feira (4), pelo governo do Estado ao quitar salários de até R$ 3.500, num acumulado de mais de 226 mil vínculos com a folha em dia – 66% do funcionalismo. Os números da folha de dezembro, que estão logo abaixo do texto, dão uma amostra de que as campanhas que estão por vir para sanar o déficit operacional da máquina pública vai acabar chegando em áreas de cunho popular. Não há como não ocorrer isso, já que a realidade é que, pelo menos em um primeiro momento, as entradas não terão receitas significativas diferente do que já vinha obtendo mês a mês o governo. Assim, caso entre investimento em uma área, vai desvestir outra e por conseguinte outra e mais outra. Na verdade vai sobrar para privatizar, reduzir investimentos públicos em áreas onde já sentem a falta do estado como educação, saúde, segurança pública e do próprio funcionalismo que além de receber parcelado não tem reajuste dos seus respectivos vencimentos. Nunca os municípios tiveram um papel de protagonismo em buscar remediar com suas pacas receitas estas áreas. Em Livramento o governo municipal incampou a Santa Casa local, já em Bagé no final do ano de 2018 o governo municipal pagou funcionários da UPA e Samu mesmo com os repasses do governo do Estado muito atrasados.
FOLHA SALARIAL DE DEZEMBRO - SERVIDORES DO PODER EXECUTIVO · Dia 28/12 - 12ª parcela do 13º salário de 2017 - R$ 110 milhões · Dia 28/12 - Até R$ 2.000 líquidos (153.058 matrículas) - R$ 216,7 milhões · Dia 2/1 - Até 3.000 líquidos (207.485 matrículas no acumulado) - R$ 140,9 milhões · Dia 3/1 - Quitação dos salários das fundações - R$ 25 milhões · Dia 4/1 - Até R$ 3.500 líquidos (226.205 matrículas no acumulado) - R$ 65,3 milhões.