Comunidade repudia aumento da tarifa em Bagé, que tem sugestão aprovada para R$ 3,75
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Foto: Divulgação
A reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte Urbano e Rural de Bagé (COMTUR) para tratar sobre o reajuste das passagens do transporte coletivo de Bagé tem gerado muita revolta por parte dos usuários e explicações por parte de entidades de classe. Existem categorias que não são reajustadas a anos e o salário minimo de R$ 954, o valor passou para R$ 998, o que representa um aumento de 4,61%. Isto porque o valor em pauta para ser reajustado é da passagem pular de R$ 3,05, para R$ 3,75, aumento de 23%. Uma das justificativas para suba tão expressiva é do não aumento da tarifa por três anos, fato que não foi levado em conta que muitas categorias também não tem sido reajustadas. Além dessa defasagem as empresas colocam no papel o valor a pagar referente aos 50% de isenção para o funcionalismo municipal. Conforme quadro passado pelo Comtur dos 70 centavos de aumento, aproximadamente 23 centavos é para essa isenção que muitas pessoas, inclusive todos os membros do conselho são contra. Isto porque na justificativa apresentada aos vereadores, o prefeito Divaldo Lara, argumentou que a comissão Especial de Licitação do Transporte Público, obteve a concordância dos representantes das Empresas Stadtbus e Anversa para a isenção de 50% do vale transporte dos servidores públicos municipais, o que irá gerar uma economia mensal de cerca de R$ 90 mil, e anual de mais de R$ 1 milhão. O presidente da ACIBa, Pedro Ernesto Capiotti Obino, que participou da reunião do COMTUR, ocorrida na quinta-feira (03), no salão oval da Prefeitura, salientou que integra conselho que tem caráter consultivo. Sendo a ACIBa única representação, que se posicionou contra o valor apresentado. Obino considerou um absurdo o valor sugerido de R$ 3,75. E também contra a isenção, "Essa conta, certamente, será repassada para os demais usuários dos serviços de transporte", frisou o representante da entidade. O presidente do Partido dos Trabalhadores Flavius Dajulia postou em rede social "Quando fizemos a concessão da exploração do transporte coletivo em Bagé à 10 anos. A prefeitura arrecadou cerca de 8 milhoes das empresas de ônibus. Na renovação da concessão o Prefeito Divaldo poderia cobrar ou não. Resolveu dar de graça. Por que?", salientou o petista que pegou a questão do transporte coletivo levantada na reunião do COMTUR para pontuar paralelo entre os governos que foram se sucedendo. O executivo apresentou justificativa apontando que foi as empresas de ônibus que solicitaram reajuste na tarifa do transporte coletivo junto a Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SSM). Dentro da justificativa, segundo o secretário Luis Diego Soares as empresas apresentaram estudo propondo a suba do valor atual de R$3,05 para R$4,21. “Durante três anos solicitamos e cobramos a melhoria no transporte coletivo da cidade, porém não concordando com o valor proposto pelas empresas, decidimos então contratar um estudo e propor um valor real de reajuste”, ressalta o secretário. O estudo de técnicos realizado pela secretaria apresentou o valor de R$3,75. Os dados foram encaminhados para discussão no Conselho Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (Comtur), na última semana, onde houve aprovação por maioria dos votos durante reunião do conselho. O titular da pasta informa que os dados ainda não foram levados a apreciação do prefeito e que apenas após a reunião, que deve acontecer ainda este mês, o valor deve ser definido. Enquanto isso, as redes sociais sobem o tom contrários. Surgem campanhas contra o aumento, outros grupos de Facebook fazem enquetes virtuais sobre concorda ou não com a suba.