Produtores de leite fazem manifestação em Bagé
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Fotos: Denildo Miranda
Na manhã desta quinta-feira (10), um grupo formado por dezenas de produtores de leite de Bagé e região se reuniram em frente à Câmara de Vereadores, interrompendo para serem recebidos, a Comissão Representativa que ocorre em período de recesso parlamentar. No manifesto nacional da categoria são várias as reivindicações, mas na região em especial é o pedido de apoio do Legislativo bageense e do Governo Muncipal para que os seus pleitos sejam levados à Brasília e Porto Alegre, já que os pedidos cabem ao Estado e União. Com o slogan “A vaca está secando, não deixe a vaca morrer”, as solicitações apresentadas pelo produtor Armando Otte é da suspensão da importação de leite e derivados de países do Mercosul e fixação de preço mínimo do leite, que hoje varia de R$ 0,67 a R$ 1,80. Outros importantes pedidos são redução do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) na conta do produtor e melhorias nas estradas e acessos aos locais. “Atualmente, só sabemos 45 dias depois de enviar o leite para indústria qual será o valor que iremos recebemos, por isso queremos a fixação. Além disso, não há necessidade de vir o produto de Uruguai e Argentina, pois o leite produzido no Rio Grande do Sul é suficiente para abastecer todo mercado interno”, garantiu Otte. O vereador Antenor Teixeira, Progressista, em seu pronunciamento na tribuna da Casa ressaltou que a demanda da categoria tem como base a concorrência dos países vizinhos onde o custo é muito menor que o brasileiro. "A discussão é de nivel de governo federal e não tem como produtores de leite, principalemnte da nossa região: Aceguá, Candiota, Bagé, Huilha negra competir com o leite vindo do Uruguai e da Argentina. Um pneu de trator da mesma empresa que custa R$ 10 mil aqui, no Uruguai custa R$ 3 mil e na Argentina R$ 2 mil e por aí se vai", enfatizou. Já o secretário de Desenvolvimento Rural, Cleber Zuliani Carvalho, concorda com a manifestação. “Fomos convidados a participar e somos favoráveis às solicitações. Os produtores de leite colaboram com a economia de município e é justo que o Governo Municipal esteja ao lado da classe”, afirmou. O prefeito Divaldo Lara, que ainda este mês tem agendas na capital nacional, também se colocou à disposição do grupo. “A manifestação dos produtores é legítima e iremos trabalhar juntos para que as pautas sejam discutidas e atendidas”, falou. O presidente da Câmara, Esquerda Carneiro, também vai apoiar a causa. Uma moção de apoio foi redigida e será assinada pelos vereadores bageenses.