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Futuro das empresas públicas do RS em debate


Foto: Montagem equipe gente

Os Legislativos municipais lançarem moção de apoio ou de repúdio, bem como outras convocarem audiência pública para debater a perspectiva de privatizações de empresas públicas do Estado tem sido o norte inicial da estratégia da Associação dos Funcionários Públicos em Defesa das Estatais e do Patrimônio Público (Adefers) e outras entidades como o Sindicato dos Mineiros de Candiota. Sem abrir mão em procurar cada um dos 55 deputados estaduais eleitos o convencimento a manutenção das estatais que hoje correm risco: Sulgás, CEEE e CRM.

O trabalho do funcionalismo é não permitir do governo eleito de Eduardo Leite (PSDB) consiga 33 votos, em cada turno (são dois turnos), que é o mínimo necessário para aprovar a emenda à constituição que o governador enviará a Assembleia Legislativa que retiram a necessidade de plebiscito para privatizar as três estatais. As chamadas PL são necessário 28 em um turno.

Para se ter uma dimensão do trabalho a ser desenvolvido pelos defensores do patrimônio público estadual tem pela frente nos três anos de luta contra a proposta do Governo de José Ivo Sartori (MDB), o funcionalismo conseguiu que no máximo o governo tivesse o apoio de 31 deputados.

No entanto agora, o enfrentamento começa já no primeiro ano de gestão e com uma nova composição do parlamento gaúcho que obriga ser aberto todo o processo de convencimento para o universo de 37 deputados. “Já estamos todos imbuídos em defender o patrimônio que é de todos os gaúchos. Estamos unificando a luta porque somente assim vamos possuir chance em manter as empresas”, destacou o presidente da Adefers Fabrìcio Vilneck Cavalheiro que também informou que as Câmaras de Vereadores de Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Livramento, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, Ijuí, São José do Norte e Pinheiro Machado já manifestaram apoio e outros legislativos estão sendo procurados, como no caso Rio Grande no dia de hoje.

Para o tesoureiro do Sindicato dos Mineiros de Candiota, Hermelindo Ferreira, a CRM vende o carvão mais barato do mundo para a energia ter um valor baixo. Quando nas mãos da iniciativa privada esse preço vai aumentar para auferir lucros e o consumidor de energia vai pagar mais caro. E questiona, – todo o investimento em pesquisa, que somam 1,6 bilhões de toneladas vai de graça? Sendo que hoje é vendido carvão a R$ 70 reais a tonelada. Se fosse R$ 1 real a tonelada essa jazida valeria R$ 1,6 bilhões de reais. “Estamos abertos ao debate aberto com a população”, pontua Ferreira informando que a partir desta terça-feira (22) um grupo de mineiros viaja até Porto Alegre para visitar gabinetes de novos deputados eleitos a fim de conversar sobre as empresas estatais.

Luiz Augusto Lara ontem e hoje

Em entrevista na sexta-feira (18) à colunista Rosane de Oliveira da GaúchaZH, o deputado Luiz Augusto Lara (PTB) que toma posse como presidente da Assembleia Legislativa no dia 31 de janeiro, foi simpático ao envio da proposta de Eduardo Leite para venda das estatais que o deputado foi um dos protagonistas da Casa contra a proposta privatizante do então governador Sartori, inclusive presidindo a Frente Parlamentar em Defesa da CRM, com duas audiências públicas em Candiota e com discursos contundentes em defesa do patrimônio público gaúcho.

“Sempre defendi que, para aprovarmos uma PEC dessas, seria necessário informar o que será feito com o dinheiro da venda dessas estatais, por quanto serão vendidas, e o que o governador fará com os servidores. Eu acho que o governador tem essas mesmas preocupações”, foi o que afirmou a colunista. Outro ponto favorável a Lara foi do governador ter condenado em campanha eleitoral da aplicação da venda ser usada no custeio da máquina.

O fato do deputado Lara ser colocado nessa matéria não possui juízo de valores, mas tão somente apresenta um fator determinante em todo o processo como sendo presidente da Assembleia Legislativa e, mesmo não votando ter papel chave na condução das votações que pode conforme o próprio deputado apontou propiciar em ser aprovado a venda das estatais sem ao menos ocorrer plebiscito para que o povo gaúcho decida sobre seu patrimônio.


 
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