Bagé: Caps I realiza ação do Janeiro Branco
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O Janeiro Branco é uma campanha que reúnes psicólogos de todo o Brasil em torno da luta por mais saúde mental, conceito que engloba tanto a ausência de saúde, quanto a promoção dessa com a capacidade do indivíduo em reagir de forma equilibrada as circunstâncias e dificuldades da vida.
Pensando nisso, a Secretaria de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, através do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps I), realiza, durante esta semana, uma atividade que consiste em uma sala com experiências sensoriais, com toques com as mãos e pés em objetos como feijão, bolinhas de gude, isopor, canudos, papeis, dentre outros.
No mesmo local, uma música calma serve como trilha sonora para os pacientes e país atendidos pela instituição de saúde. Tudo isto ocorre em uma sala com as luzes apagadas e as pessoas com os olhos vendados. No percurso, também existem frutas que são consumidas pelos participantes, aguçando o paladar. A proposta foi desenvolvida pela terapeuta ocupacional Ana Paula Matozo e pela psicóloga Dilce Helena dos Santos.
“Decidimos experimentar uma proposta diferenciada através das experiências sinestésicas, como toque, gosto, tato e olfato. Essa intervenção de conscientização contempla tantos os usuários do Caps I como familiares e a equipe do local”, revelou a coordenadora do espaço, Aline Giorgis Santos Simões.
O churrasqueiro Márcio Vignoles, que participou da atividade aprovou a proposta. “Achei ótimo. Com os olhos vendados temos sensações diferentes do que o habitual. Os sentidos ficam mais ressaltados e saímos um pouco do mundo habitual, principalmente porque a música ajuda”, avaliou.
Ao final da experiência, os participantes foram convidados para “um dia de beleza” proporcionado em parceria com O Boticário, onde foram realizadas maquiagem e colocação de perfume e creme. Quem optou por participar desta etapa, também ganhou um kit da empresa.
Também foi servida uma salada de frutas, suco e bombom para os participantes.
O final da atividade consistiu em uma conversa com a equipe do Caps I e todos que realizaram a atividade, que contaram o que sentiram ao realizar a proposta.
A sala fica aberta até sexta-feira, dia 25, e é aberta a todo público, independente de ter parentesco com pacientes atendidos no local.
Foto: Paulo Batista