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EDITORIAL: As tragédias não oferecem riscos, até que acontecem


Um fato bastante lamentado nestes dias são os resultados das chuvas com grandes alagamentos e lavouras debaixo d’água. As chamadas tragédias ambientais, mesmo que o homem não tenha nenhum poder sobre elas, muitas vezes pode se evitar algumas situações sociais.


Se for olhar com cuidado, os alagamentos são resultados de muita chuva, mas também de sujeira jogada pela população, moradias construídas próxima a córregos e sangas. Além da falta do trabalho preventivo do poder público. É fácil entender qualquer um dos motivos, mas o fato é que vivemos em um momento de exposição em tudo e para tudo. Assim, se a verdadeira enxurrada de água não tivesse nenhuma ocorrência, com toda a certeza não seria feito nenhuma referência positiva tanto a população, ao poder público que fizeram a sua parte. Agora, as máquinas estão todas expostas, isso porque, também está latente a necessidade de providências.


As tragédias ocorridas em Minas Gerais tanto em Mariana como em Brumadinho chegam por outros caminhos, mas sempre ocorrem circunstâncias, a população reclama, mas os motivos de abrangência de retorno por trabalho impede a contundência, o poder público fiscaliza com olhos políticos e a aí existe o papel da irresponsabilidade pelo lucro fácil.


Mas as questões não são somente em grandes escalas ou proporções. Há a de menos contundência e nem por isso deixam de ser tragédias. E cabe citar o naco de cimento que se desprendeu do edifício Teorema no centro de Bagé. O fato não foi tragédia, por não ter ninguém passando no momento. O culpado vai ser o acaso, as fortes chuvas, não havia como antever uma fiscalização na lateral de um edifício. Assim são as marquizes, assim é só olhar para o alto e ver o tanto que se vê, até o momento que vira notícia.



Foto: JC Belo


 
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