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Posse do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil em Bagé


A posse da diretoria eleita do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário, quadriênio, de 2019 a 2023, ocorreu no sábado (17), no CTG Sentinela da Fronteira em Bagé, após a posse foi servido jantar aos convidados.

Para o presidente reeleito, pela nova vez, Nicanor Coelho Fara, o momento foi de renovar os membros da diretoria, “Gente nova chegando, mas tem que vir para o Sindicato não para querer estabilidade, isto porque, sindicalista tem que trabalhar”, frisou, em um entendimento que tem que ser oportunizado espaço as novas gerações de lideranças.

Parlamento Com cinco mandatos de vereadora em Porto Alegre e a agora deputada estadual, Sofia Cavedon (PT), prestigiou a posse de Fara, em sua intervenção falou do atual quadro vivido pelos trabalhadores brasileiros e frisou que toda luta sindical tem que ser saudável e fortalecida e o momento são de percas de direitos e de ações que buscam fragmentar a luta dos trabalhadores. “Hoje é muito mais difícil entrar na justiça por busca de direitos”, pautou.

Conforme a parlamentar, os sindicatos e as entidades de classe estão cada vez mais fragilizados para construir acordos coletivos, construir lutas em conjunto. “Os sindicatos foram atingidos fortemente com a reforma que houve no período de Temer”, sentenciou a deputada, que ao trazer a luta dos trabalhadores para o Estado fez um análise pelo que passa o servidor público nos últimos quatro anos e o que tem levado ao brutal empobrecimento dos professores e dos funcionários estaduais.

Sindicatos Caio Ferreira, representando o Sintec, fez questão de evidenciar sobre o momento extremamente delicado que acaba afrontando os trabalhadores, além de afrontar a dignidade das pessoas . “Ser sindicalista hoje é um grande desafio, as pessoas não entenderam e muitas não sabem ainda o que está acontecendo”, enfatizou o sindicalista, que aponta fatores como o contrato intermitente, o direito a aposentadoria. “As pessoas não se deram conta, estão anestesiadas”, ponderou ao fazer um comparativo que o momento é também dos sindicatos não possuírem dinheiro para fazer a luta sindical e as propostas são em alterar as relações de trabalho como o de favorecer os contratos terceirizados, enfraquecendo ainda mais as entidades de classe.

A presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio, Mara Denise Caldeira, frisou que a luta a ser enfrentada não é fácil, é fundamental ser guerreiros, lutadores e olhar de frente a categoria que representamos e a população em geral “Falando a verdade e sempre voltado na defesa dos trabalhadores”, enfatizou.

Já a presidente do Sindicato da Construção de Caçapava do Sul, Eliane Rosso, entende que o movimento sindical nunca foi área de pouco trabalho, mas o quadro apresentado hoje apresenta mais dificuldades “A tendência não é de melhorar”, define.

Profissional na área do trabalho O médico do trabalho, Dr. Iltamar Fara, lembrou que o processo de liquidação da classe trabalhadora teve início com Michel Temer, que ao criar mecanismos contrários aos interesses do trabalhador acabou por estancar, por exemplo, as perícias médicas, desempregando os peritos por falta de trabalho. E as primeiras medidas do governo Jair Bolsonaro não são diferentes.

Foto: João Mauricio


 
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