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Município de Bagé comemora redução da mortalidade infantil

Júlia Xavier Castilho, médica ginecologista e obstetra

Os dados revelam um indicativo de queda no índice de mortalidade infantil em Bagé , que deve ser ainda mais acentuada em 2019, já que em janeiro o número de mortes de bebês de até um ano foi de 0 e, em fevereiro, até o momento, foi um, anuncia a prefeitura do município. Para o prefeito Divaldo Lara, os índices mais baixos são fruto da prioridade que o governo dá à saúde. “São resultados positivos que chegam por um trabalho em conjunto com foco no bem estar das gestantes e crianças bageenses”, diz. O secretário municipal da pasta, Mário Mena, ressalta que, desde que a atual gestão assumiu, a questão da mortalidade infantil é uma das prioridades. “Estabelecemos uma série de ações para atacar os índices elevados que eram registrados no município. As ações do primeiro ano de governo refletiram nesta significativa queda, mostrando que foram adequadas. Estamos trabalhando forte nessa redução, nossas metas foram alcançadas e a queda dos números nos mostra que estamos no caminho certo”, argumenta. A enfermeira Liliane Gasparoni, coordenadora de Enfermagem, explica que ações como a ampliação da classificação de alto risco de gestantes colaboraram para a redução. “As gestantes fazem seu pré natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) e se for indicado alto risco são encaminhadas para o Centro Materno Infantil Camilo Gomes. Seguimos o protocolo do Ministério da Saúde, mas ampliamos como forma de prevenção”, explica. Liliane ressalta que há um grupo volante estabelecido com a participação de uma enfermeira, uma assistente social e uma técnica em Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST´s). “O grupo faz busca a gestantes faltosas ou que tenham resistência para seguir o tratamento”, explica, ressaltando que há o apoio do Conselho Tutelar, da Coordenadoria Regional de Saúde e Serviço de Atenção à Sexualidade (SAIS). “Acreditamos que este ano seja reduza ainda mais”, diz Liliane. Hoje cerca de 240 gestantes estão em tratamento de gestação de alto risco na cidade. Neste grupo estão grávidas com problemas como hipertensão, diabetes e disfunção hormonal na tireóide. A médica ginecologista e obstetra Júlia Xavier Castilho, responsável pelo pré natal de alto risco, destaca o tratamento diferenciado oferecido pela rede. “Fizemos toda uma nova captação das gestantes de alto risco, na qual as gestantes que preenchem estes critérios passam a ser atendidas no Camilo Gomes, onde há uma infra estrutura completa para receber estas mulheres. É um time, uma rede de apoio formada para este atendimento. As gestantes de alto risco têm atendimento diferenciado com prioridade nos exames laboratoriais e de imagem. Com certeza tudo isso contribuiu muito para esta redução”, conclui. Complementando o trabalho, há um Comitê de Mortalidade Infantil que mensalmente se reúne para discutir cada caso e debater melhorias constantes. Os números Índice de 2017 17,6% Índice de 2018 13,3%


Foto: Arquivo Pessoal/Júlia Castilhos


 
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