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POLÍTICA Hoesel fortalece o papel das associações de bairro


A manifestação na rádio Difusora, na manhã de quinta-feira (25), do secretário da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (Seinfra), Ronaldo Hoesel, que explicou aos ouvintes que as demandas dos bairros, como o Projeto Meu Bairro Melhor, é primeiramente procurar as Associações de Moradores e realizar assembleia para que a entidade representante e comunidade indiquem as melhorias a serem realizadas.

Nas redes sociais aconteceram postagens pontuando problemas, mas que ficam dentro de um quadro de reivindicações e de um desconhecimento da associação de sua localidade. Mas a questão aqui levantada é sobre o papel das associações de moradores de bairro.

Por isso, o fato em questão, da procura do secretário para com a associação de moradores é de um avanço político que deve ser compartilhado e seguido por todas as administrações que se sucederem daqui para frente. Isto porque as Associações de Bairros são as legítimas ferramentas de comunicação e organização da comunidade e, à elas, cabe o papel de liderar as suas respectivas demandas.

É simples, mas são ações como a de Hoesel, que além de resgatar o papel mobilizador das associações, mostra que ouve de fato a comunidade. Cabe agora, as associações de moradores se fazerem valer desses novos ventos para se fortalecerem. E os que não concordam, possuem as eleições do bairro que balizam e controlam esse trabalho desenvolvido pela entidade.

Histórico das associações de bairros

É fato, que as associações nos anos 1980 à meados aos anos 1990, possuíam credibilidade e papel nos rumos da respectiva comunidade, muitas vezes elegendo seus dirigentes. Esse avanço foi sendo paulatinamente cotados, primeiramente pelos partidos políticos que viam potencial eleitoral, das lideranças da comunidade que começaram a ver uma base sólida para seus projetos políticos e posteriormente pelas administrações públicas que começaram a priorizar quem era situação ou oposição, dando vazão ao conhecido "toma lá da cá”.

Essa realidade criou um híato entre o papel social das associações de bairro, com o corporativismo de grupos. O problema é que a situação deveria ser resolvida internamente por cada entidade e seus moradores, mas o que ocorreu foi o surgimento de novas entidades, sendo criado outra associação com o mesmo fim, mas nome social diferente, com atuação na mesma localidade. A divisão facilitou os governantes que optavam em valorizar a liderança.

Esse enfraquecimento do movimento foi acompanhado com um brutal esvaziamento pela comunidade a partir da metade dos anos de 1990.

As prefeituras se fizeram valer o uso da máquina pública para cooptar lideranças. Resultado, as associações sofreram significativo revés, com verdadeiros herois, ficando à frente destas entidades.


 
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