POLÍTICA A aprovação da lei que garante direito à amamentação gera polêmica
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O projeto apresentado pela vereadora Elidiane Lobato (MDB) em abril e aprovado na última quinta-feira por unanimidade pelo Legislativo bageense, que veda o constrangimento e a proibição do ato da amamentação no interior de estabelecimentos, sempre foi acompanhado por posições negativas nas redes sociais.
Quando Elidiane apresentou o Projeto ‘marmanjos’ apresentaram clara compreensão erótica ao ato de amamentar. Tal desvio de conduta demonstrado, por si só, justificam a importância do proposto pela parlamentar, que não ficou intimidada com a agressividade das postagens.
Agora, no momento onde a lei é aprovada pelo legislativo, novamente a rede social é celeiro de manifestações contrárias a uma legislação que chega para salvaguardar o direito da mãe ser mãe nos locais abertos ou fechados, destinados a atividades de comércio, culturais, recreativas, de prestação de serviço público ou privado, sem serem afetada por posições tacanhas como as manifestadas quando o projeto foi apresentado.
A decisão do parlamento que dependendo da sanção do prefeito Divaldo Lara, vai permitir o direito do aleitamento materno no município, determinando a aplicação de multa, no valor de uma Unidade de Referência Padrão (URP), para quem descumprir as determinações. O valor de cada URP ultrapassa R$ 800. A proposição determina, também, que o montante arrecadado deve ser destinado ao custeio da Educação Infantil no município.
“Isso só mostra que realmente ainda precisamos cuidar com carinho do direito das mulheres e da criança”, destacou Elidiane frente a repercussão de um direito que no seu entendimento merece ser respeitado.
Manifestações de internautas
A grande maioria das manifestações buscada pela equipe do GenteJornal foi contraria, mas aparentemente o teor das anteriores de caráter duvidoso e machistas, grosseiras e com lógica da sensualidade do ato materno não ocorreram abertamente. Apresentamos três:
Um internauta escreveu procurando ridicularizar a lei: “To aqui tentando entender está lei, assim como estou até agora tentando entender a lei que proíbe o comércio de canudinhos, o que mais me deixa perplexo, é que ano que vem, todos esses vereadores inúteis, estão reeleitos”.
Uma usuária foi taxativa “Onde eu tiver que parar e amamentar, to parando! Com ou sem lei”.
Outro usuário foi cirúrgico na postagem: “Triste é precisar de uma lei pra isso. Deveria ser lógico”.
Foto: Divulgação