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CAUSA ANIMAL A microchipagem de animais solicitadas pela Prefeitura é contestada pelo NBPA


Núcleo tem intensificado nas redes sociais campanha para adoção dos animais que estão no local. Foto: Captada web

A transição para entrega do serviço realizado em Bagé pelo Núcleo Bageense de Proteção aos Animais (NBPA) e a Prefeitura com previsão de duração de 45 dias, quando o Executivo assume todos os serviços referentes ao bem-estar animal na Rainha da Fronteira segue gerando conflitos.

A última foi no decorrer desta quarta-feira (22), quando o governo Divaldo Lara enviou para a imprensa a seguinte notícia:

“Com o intuito de que haja transparência na passagem dos serviços e para que aconteça um melhor manejo dos cães e gatos, o secretário de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Mário Mena, e a integrante da nova equipe, Guiomar Colares, anunciaram que, em breve, será enviado ao NBPA um ofício solicitando a microchipagem em todos os animais que atualmente estão sob responsabilidade do Núcleo. O objetivo é otimizar o controle populacional, ter informações sobre o tratamento de saúde de cada um e saber as despesas realizadas”.

Solicitação que a presidente do Núcleo Patrícia Coradini respondeu por telefone na rádio Difusora. “Primeiro, controle populacional se faz por meio de castração e não por microchipagem. Segundo, prestação de contas sempre foi realizado mensalmente e encontra-se no portal da transparência para quem quiser ver. E em terceiro a microchipagem foi uma iniciativa nossa e que não possui termo no convênio, por ser uma preocupação do NBPA o que vão fazer com os animais que se encontram no local a oito, dez anos com a gente”, enfatizou e esclareceu que a microchipagem, que custa em torno de R$ 15 cada, é como uma carteira de identidade, foto e código de barra para saber dos animais que estão na sede do núcleo. “Com ele nós podemos averiguar, passando uma ferramenta digital chamada de leitor pelo chipe, se é ou não um desses animais e comparar com os nossos dados de peso e como se encontravam quando estavam com a gente”, concluiu.

Outro fato que foi levantado por Coradini é que o governo primeiro se dirige para a imprensa, para só depois contatar com o Núcleo. Fato que ela considera um desrespeito.

Relembre Recentemente, a Prefeitura de Bagé ofereceu ao Núcleo Bageense de Proteção aos Animais (NBPA) R$ 55 mil por mês nos repasse para a entidade, totalizando R$ 720 mil anuais, valor que foi recusado pela diretoria do NBPA, que apontou um aumento maior por ser necessário 600 castrações, fato esse que são realizados metade, causando um desgaste a entidade.

O impasse levou as partes a não renovarem o contrato que se encerra no dia 30 de junho.


 
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