CARVÃO MINERAL | Frente parlamentar acontece, mas com controvérsia de lideranças locais ao deputado
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Com muitas opiniões contrárias de lideranças candiotenses, aconteceu ontem, a abertura dos trabalhos da Frente Parlamentar do Carvão Mineral e Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul, na Câmara de Vereadores de Candiota.
A contrariedade é sobre a participação do deputado estadual Fábio Branco (MDB), que lidera a Frente e traz consigo a PEC que tirou o direito dos gaúchos em decidir através de plebiscito a venda da CRM, CEEE e Sulgás. No entanto não ocorreu boicote, inclusive o prefeito Adriano Castro dos Santos, defensor das estatais, foi um anfitrião zeloso que promoveu almoço a autoridades e se fez presente no ato juntamente com a participação do presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, Fernando Zancan; do secretário-adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Paulo Roberto Dias Pereira, e do deputado federal Afonso Hamm (PP), vice-presidente da Frente Parlamentar Mista do Carvão Mineral (que reúne senadores e deputados federais em uma discussão semelhante, em Brasília), além de prefeitos e vereadores de diferentes municípios da região.
Os personagens
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Darlan Oliveira
O fato que chamou a atenção foi o encaminhamento dado pela mesa que dirigia os trabalhos em não abrir a palavra ao público que se encontrava na atividade. O vereador Darlan Oliveira (PSB), considerou a decisão lamentável e que deixou claro de evitarem intervenções que tocassem na privatização das empresas públicas no Rio Grande do Sul. O vereador adiantou que a demanda é legitima e deveria ter sido abordada amplamente.
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Fábio Branco
O deputado Fábio Branco (MDB) visitou a mina da CRM, "Nossa intenção é mobilizar a região em apoio às questões que envolvem o carvão. Cerca de 90% das reservas do mineral no país ficam no Rio Grande do Sul, por isso a importância dessa discussão", enfatizou o parlamentar que optou em realizar o lançamento da Frente em Candiota por solicitação da bancada de vereadores do MDB (vereadores Fabrício Moraes e Andréia Rangel).
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Luiz Fernando Mainardi
O deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT) prestigiou o evento e abordou sobre o papel do carvão mineral e também das estatais gaúcha. Mainardi tem sido um lutador na defesa em manter CRM, CEEE e Sulgás como empresas públicas na Assembleia Legislativa. Tema esse de interesse dos presentes e que causa grande preocupação na comunidade candiotense.
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Afonso Hamm
O deputado federal Afonso Hamm (Progressista), que sempre foi defensor do carvão mineral e da CRM ressaltou em sua manifestação a sua atividade parlamentar na busca pela criação de uma frente nacional em defesa do carvão mineral. Para ele a riqueza do carvão mineral não vem sendo explorada na dimensão da riqueza que tem e da repercussão do que pode gerar. “Com a frente parlamentar, queremos garantir novos investimentos em energia e uma nova política para o setor”, ressaltou Hamm.
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Adriano Castro dos Santos
O prefeito Adriano recepcionou com almoço o coordenador de projetos da Vamtec, o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, Zhi Liu representando a Sdepci, o Diretor-presidente da CRM Aldo Meneguzzi e o Prefeito de Pedras Altas, Bebeto Perdomo. “Estamos na luta por políticas públicas que contemplem o Carvão Mineral Gaúcho na geração de energia elétrica”, ressaltou.
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Wagner Lopes Pinto
O ex-presidente do Sindicato dos Mineiros Wagner Lopes Pinto, defensor das estatais gaúchas e protagonizou grandes disputas políticas contra as posições do deputado Fábio Branco, foi categórico na opinião dada na página do GenteJornal, “Ele (Fábio Branco” não vêm preocupado com a CRM ou com a CEEE. Se os funcionários da CRM e da CEEE fossem um pouco unidos eles recepcionavam ele (o deputado) jogando ovo podre, pois é o que ele merece”, disparou.
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João Couto
O presidente do Partido dos Trabalhadores no município, também postou na página do GenteJornal “Vislumbro nesse ato de lançamento de Frente Parlamentar do Carvão uma manobra para levar as pessoas a bater palmas para projetos de o governo financiar os projetos da iniciativa privada com verbas públicas. Não tem verbas públicas para a CRM, para a SULGÁS, para a CEEE ou para a CORSAN. Mas tem para a Copelmi. O lucro das empresas públicas fica com o governo que pode aplicá-las a favor do Povo. O lucro das empresas privadas vão para as já gordíssimas contas das empresas privadas e o Povo nunca verá esse dinheiro”, realçou.
Polo Carboquímico
Instituído pela Lei Nº 15.047/2017, o Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul foi criado com a intenção de incentivar o uso diversificado do carvão no Estado, reduzindo a dependência externa de insumos para a agropecuária e a indústria. O projeto pretende promover o desenvolvimento econômico sustentável a partir do uso do carvão mineral.
O projeto inicial do governo José Ivo Sartori (MDB), não incluía a Região da Campanha. Foi com a intervenção da Prefeitura, de vereadores, do Sindicato dos Mineiros e outras lideranças candiotenses que persuadiu o governador incluir a região.
A proposta prevê dois complexos: um na região da Campanha (Aceguá, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Lavras do Sul, Pinheiro Machado e Pedras Altas); outro no Baixo Jacuí (Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Charqueadas, Eldorado do Sul, General Câmara, Minas do Leão, São Jerônimo e Triunfo).
O projeto também cria o programa de incentivo ao uso sustentável e diversificado do carvão mineral do RioGrande do Sul (Pro-carvão – RS). A proposta é ampliar a formação de mão de obra, com a criação e a implantação de cursos técnicos, tecnológicos e de educação continuada. As reservas de carvão do Brasil são três vezes maiores que as de petróleo. Cerca de 90% dessa riqueza fica aqui no Rio Grande do Sul.
Fotos: Divulgação