BAGÉ | Segunda etapa de selamento da Pedreira da Fumaça tem início
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Ação pode resolver problema ambiental histórico / Foto: Divulgação
A Pedreira da Fumaça, localizada na divisa de Bagé com Dom Pedrito, gerou, em gestões anteriores, diversas multas ambientais. O problema histórico chegou a ter projetos para solução no passado, mas o alto custo, em torno de dois milhões de reais, impediu que saísse do papel. Desde o ano passado, a atual administração, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Proteção ao Bioma Pampa (Semapa), vem atuando para resolver a questão e regularizar o local junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A primeira etapa foi realizada ainda em 2018, depois de um projeto para drenagem e selamento da Pedreira. O local serviu de depósito de lixo doméstico e urbano por muitos anos, antes da utilização do aterro sanitário. “Vários anos se passaram e ficou abandonado, a céu aberto, tornando-se um passivo anterior a 2005”, explica o responsável técnico pelo local e secretário da Semapa, Nael Abd Ali. Ele conta que analisou juntamente com a equipe da Secretaria o projeto anterior, fazendo melhorias. “Optamos por retirar do projeto antigo o filtro e fazer exame de efluente, quando se constatou que não tinha contaminação. A partir desta informação, resolvi drenar toda a água, expondo apenas o resíduo. Iniciamos, então, o selamento da Pedreira da Fumaça”, explica. No final da semana passada, teve início a segunda etapa do trabalho, com a continuidade do selamento. “A área se recuperou e a vegetação natural se recompôs. Agora partimos pra segunda etapa”, anuncia Nael. “Essa Pedreira tinha um projeto de outras gestões que sairia mais de dois milhões de reais. Conseguimos resolver o problema com menos de cem mil reais”, comemora, evidenciando a economia para os cofres públicos. A estimativa, segundo ele, é de que dentro de 60 dias já estará solucionado o problema histórico. Estão sendo utilizados para o trabalho uma escavadeira hidráulica, dois caminhões e três operadores. “Temos uma licença de operação da Fepam até 2020, mas antes desse prazo, provavelmente, já vamos solicitar uma nova vistoria para que tudo fique legalmente resolvido junto ao órgão ambiental”, adianta. O prefeito Divaldo Lara ressaltou que o trabalho faz parte de uma soma de esforços para manter o município livre de multas ambientais que oneravam os cofres públicos. “Tratamos o meio ambiente com muita seriedade dentro da nossa gestão. E não termos nenhuma multa ambiental comprova isso. Este era um problema histórico que a solução não saía do papel. Mais uma vez enfrentamos com competência e economia uma questão delicada”, resumiu.